Começo esse texto ouvindo a música que vai na pergunta lá embaixo...
Esses últimos dias foram da ordem do aprender com um pouco de dor.
Foram dias de decisões.
De ver o óbvio, e de descobrir-me diante disso.
Um exemplo:
Esse quadro é de Piet Mondrian.
Ao bater os olhos nele, jurei que era mentira.
Onde está a pureza da cor, onde está o básico e o resumo da forma.
Onde está o geométrico e o ritmo.
A brincadeira do sem fim negro sob o branco puro.
Mas sim é dele.
Dez anos antes de fazer seu primeiro com as 3 básicas cores.
Olhei bem e por horas e descobri seu caminho ali.
E isso me remeteu ao genial que é o início de cada coisa ou processo.
Medo e insegurança. Firmeza e profundidade.
A busca da verdade. Da sua Verdade.
Vejo a extensão dos traços ao infinito.
A atração daquilo que curva ao carregar, mas envolve e cuida por ter braço.
Vejo a intensidade do pulsar de cada traço.
Vejo o que precisa ser visto de perto e a distância necessária para entender o todo.
Vejo da forma pura, dentro que de há mais perfeito e inevitável, a imperfeição.
Me vejo diante de um Espelho.
E por que sou tão prateada?
Pois me vejo firme, com os pés no chão, mas com braços tendendo ao infinito.
Obrigada cada coisa que está doendo agora.
E sei que posso estar sozinha, mas nunca caminharei vazia.